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Ricardo Teixeira: A CBF dividida entre paixão nacional e um empreendimento pessoal.

Teixeira viveu uma história de amor e ódio com a população brasileira e com a imprensa durante todos esses anos em que esteve à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O ex-presidente do maior órgão futebolístico do Brasil enfrentou inúmeros escândalos relacionados à lavagem de dinheiro e ao uso de sua influência para prejudicar órgãos da imprensa e pessoas que eram contra os seus métodos. Isso abalou a opinião pública, o que talvez tenha sido a maior razão da sua renúncia. Ricardo Teixeira, 62, presidente da CBF durante 23 anos, leva em sua bagagem 11 títulos mundiais e 27 sul-americanos. Também se deve a ele (e a Eurico Miranda, ex-diretor de futebol da CBF) a criação da Copa do Brasil, uma das mais importantes competições do futebol brasileiro, sendo que traz para o cenário nacional times pequenos, do interior, que de outra forma não teriam a possibilidade de jogar com grandes clubes da Série A. A história de corrupção envolvendo o futebol e a CBF não é exclusiva dos dias de hoje. Desde o mandato de João Havelange esse tipo de denúncia vem sendo feita por vários meios de comunicação no Brasil e no mundo. Como uma das seleções mais respeitadas e até invejadas do mundo pode ter uma administração tão precária e cheia de escândalos? Essa pergunta não nos cabe no momento, mas é para ser pensada. Nos últimos anos do comando de Teixeira a seleção brasileira passou por fiascos jamais imaginados, como na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Tais decepções continuam em amistosos e na visão geral dos torcedores. O orgulho de uma seleção que tem cinco estrelas cravadas no peito (Copas do Mundo de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) foi reduzindo gradativamente durante os últimos anos. Para muitos, no mandato de Teixeira a relação de amor foi desfeita e só restou o ódio.

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