Por anos o Brasil esteve mergulhado em uma ditadura militar que deixou em nosso país profundas marcas. O poder político dominante não tentava disfarçar o domínio sobre a mídia. Com o fim da ditadura veio a “liberdade de imprensa”. Será?
Em 1989 ocorreram as primeiras eleições diretas para a presidência da República. Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva chegaram à etapa final das eleições. Certa emissora de televisão realizou um debate entre os candidatos. Um compacto desse debate foi exibido no principal telejornal dessa emissora. Críticos expõem desde aquela época que tal debate foi manipulado. Ano passado, um diretor dessa emissora isso. Diante disso nos perguntamos: podemos confiar que o que ouvimos da mídia é imparcial?
A cada eleição levanta-se novamente essa questão. Os eleitores comentam a falta de parcialidade da mídia ao lidar com os candidatos. Poucos reconhecem que a mídia é o quarto poder nacional. Se tal poder ainda manipula a informação, surge a pergunta: até onde vai a democracia? É necessário que percebamos que muitas vezes ela esbarra nos interesses de grandes políticos e empresários do cenário brasileiro. Só assim iremos nos certificar da confiabilidade daquilo que ouvimos. Somente quando isso acontecer poderemos defender um ponto de vista de modo realmente imparcial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário